O Protocolo de Kyoto (I)

A preocupação com o aumento da temperatura não é um fato recente, as medições começaram na década de 1820 e desde então as estações registram grandes oscilações na temperatura global.

Na década de 1950, ocorreram as primeiras medições em relação à presença de gás carbônico na atmosfera. Começavam, assim, as pesquisas e os projetos para tentar resolver a situação do aquecimento do planeta, que culminaria no Protocolo de Kyoto, aberto para assinaturas em 1997.

Ele é consequencia de uma série de eventos ocorridos em diversos países, dentre eles a Eco-92, no Rio de Janeiro, onde ocorreu a Convenção sobre a Mudança Climática.

Nesse encontro, foram discutidos meios de estabilizar os gases de efeito estufa e as metas propostas foram discutidas cinco anos mais tarde, na cidade de Kyoto, Japão. Nascia assim o documento que gerou intensas discussões sobre como ele afetaria a economia global.



O Protocolo de Kyoto propõe que os países-membros, principalmente os países do Anexo I (países desenvolvidos), devem, no período entre 2008 e 2012, reduzir suas emissões de gases estufa em 5,2% em relação ao que foi emitido em 1990. Porém , algumas pesquisas apontam que o necessário para reduzir é 60% dos gases e não apenas os 5% propostos pelo protocolo.

Independente da quantidade a ser reduzida, vários países, como os EUA e a Austrália, alegam que reduzir suas emissões irá custar muito no desenvolvimento de suas economias.

Economistas afirmam que os custos para seguir as metas do Protocolo de Kyoto são altos e o PIB dos países iria cair muito, podendo gerar um colapso na economia.

Por isso alguns países não assinaram o protocolo e seus especialistas em economia dizem que Kyoto ainda não é a solução final para o problema e que os governos devem desenvolver políticas sensatas que combinem a regulamentação governamental com o mercado, incentivo à criação de novas tecnologias e a demanda de energia (Alternativa McKibbin-Wilcoxen).

Outra discordância entre os países desenvolvidos e o Protocolo de Kyoto é o fato do protocolo não impor a mesma rigidez aos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Isso acontece porque os países do chamado Anexo II (países em desenvolvimento) estão se desenvolvendo agora e metas mais brandas contribuiriam para esse desenvolvimento. Além do mais, tais países emitem menos gases estufa que os países do Anexo I (com exceção da China, talvez).

Para tentar contornar esse problema foram criados mecanismos de redução de emissões, como as Reduções Certificadas de Emissões (RCE) e os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL).

[...]

_____________________________________
*Amanhã continuo falando sobre os mecanismos de redução. Boa noite! [LEIA AQUI A 2ª PARTE DESSE POST!]
**Texto escrito para um trabalho de Planejamento Ambiental na faculdade, tendo como base o vídeo Invenção do Contemporâneo - Riscos Sistêmicos - Protocolo de Kyoto - presente e futuro, Espaço Cultural CPFL e TV Cultura.
O Protocolo de Kyoto (I) O Protocolo de Kyoto (I) Reviewed by Túlio Lima Botelho on 23:47 Rating: 5

Nenhum comentário: