O Protocolo de Kyoto (II)

[Contiuando o post de ontem, sobre o Protocolo de Kyoto. Hoje irei falar sobre os mecanismos desenvolvidos para contornar um pouco os problemas econômicos decorrentes das metas do protocolo. LEIA A PRIMEIRA PARTE AQUI!]



As Reduções Certificadas de Emissões (RCE) são popularmente conhecidas como créditos de carbono. Nesse mecanismo, um país que tem como meta, por exemplo, a emissão de 5 toneladas de gás carbônico e emite 8t, pode comprar de um outro país a cota que ele excedeu em sua meta. Essa compra é feita de países que emitiram menos gás carbônico que sua meta estabelecida pelo protocolo.

Seguindo o exemplo, um país que também tem como meta 5t de emissões e emite apenas 2t, pode vender as 3t não usadas àquele país que emitiu 8t. Sendo assim, o primeiro país não ultrapassa sua meta e o segundo país recebe o dinheiro pelos créditos.

No entanto, alguns especialistas afirmam que o mercado de céditos de carbono pode ser "vender gato por lebre", uma vez que a quantidade que um país não emitiu passa para um país que ultrapassou seus limites e, no saldo final das emissões, nada de altera.

Um outro tipo de mecanismo de redução de emissões é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Esse mecanismo diz que os países, principalmente os pertencentes ao Anexo II (países em desenvolvimento), podem implementar projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável e que reduzam as emissões de gás carbônico.

O MDL é uma alternativa importante, já que ele incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias, como os projetos relacionados com fontes renováveis de energia.

As Reduções Certificadas de Emissões e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo são mecanismos que envolvem muito dinheiro, além da intenção de controlar as emissões. Todavia, os países parecem se interessar mais na parte financeira, no quanto eles podem perder ou ganhar, do que com a realidade do problema.

Eles têm todo o direito de se desenvolver, mas do que adianta desenvolver a todo custo? A História mostra as consequências de um crescimento desordenado. O que deve ser feito é uma reorganização dos planos de desenvolvimento, de modo que o país consiga crescer, mas controlando as agressões ao meio ambiente.

Parece utópico, mas no dia em que os governos não oferecerem restrições a tratados como o Protocolo de Kyoto, soluções para os problemas ambientais não ficarão apenas no papel e na mente de especialistas.


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*Texto escrito para um trabalho de Planejamento Ambiental na faculdade, tendo como base o vídeo Invenção do Contemporâneo - Riscos Sistêmicos - Protocolo de Kyoto - presente e futuro, Espaço Cultural CPFL e TV Cultura.
O Protocolo de Kyoto (II) O Protocolo de Kyoto (II) Reviewed by Túlio Lima Botelho on 23:29 Rating: 5

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