Espécie do Mês - Sapo-cururu

Sapo Cururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio


Com certeza todo mundo já deve ter cantado essa música na escola. E você conhece o tal do sapo-cururu (Rhinella marina)?

Sapo-cururu. Fonte: Wikimedia Commons.
O sapo-cururu é conhecido pelo seu grande tamanho, alcança em média de 10 a 15 centímetros. Mas acredita-se que há outros bem maiores, como o de um indivíduo da Suécia que alcançou 38 cm e 2,65 kg! As fêmeas são maiores que os machos, medindo de 15 a 25 cm, enquanto eles alcançam de 7,5 a 12,5 cm. Outra característica que define os gêneros é a coloração: os machos são amarelo-pardo, enquanto as fêmeas são sépia ou marrom.

Vivem de 10 a 15 anos em cativeiro. Como vários anfíbios, eles possuem sua fase larvária, ou seja, o girino. Eles são pequenos, negros e alcançam de 10 a 25 milímetros. Eles possuem muitas toxinas em seu  corpo, uma forma de defesa contra predadores.

Os juvenis possuem a pele escura e lisa, às vezes com tons avermelhados. Eles ainda não possuem a glândula parotoide dos adultos, por isso não apresentam toxina para se defenderem de alguma ameaça.

Já os adultos possuem a clássica imagem do sapo: pele enverrugada, protuberâncias acima da cabeça e duas grandes grandes glândulas parotoides, uma atrás de cada olho. Essas glândulas produzem as toxinas usadas na defesa desses animais.

Eles procuram a água para se reproduzir, onde o macho abraça a fêmea (amplexo), para lançarem os gametas na água. Para atrair as fêmeas, os machos coaxam. Com os gametas na água, ocorrerá a fecundação e a formação dos ovos. Entre 10 e 16 dias, nascem os girinos, que levam em média 60 dias para sofrerem a metamorfose. As fêmeas põem de 4 a 36 mil ovos por ninhada, que são dispostos em longos filamentos ao redor de plantas e objetos submersos.

Quando ameaçados, esses anfíbios inflam seu corpo, aparentando serem muito maiores. Porém, a principal estratégia de defesa é, sem dúvida, suas toxinas. Produzidas nas glândulas parotoides, as bufotoxinas são expelidas quando as glândulas são pressionadas. Essas toxinas podem ser muito tóxicas para animais.

O sapo-cururu ocorre naturalmente nas Américas, do vale do Rio Grande ao sul da bacia Amazônica. No entanto, ele já foi introduzido em vários países como forma de controle biológico de pragas. Em alguns lugares pode ter dado certo, mas em outros, como a Austrália, esse anfíbio virou uma praga. Acredita-se que ele está contribuindo para a redução de populações de muitas espécies nativas de lá, tanto de outros sapos quanto de outras espécies.
Espécie do Mês - Sapo-cururu Espécie do Mês - Sapo-cururu Reviewed by Túlio Lima Botelho on 15:26 Rating: 5

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