Mais um ano que se vai...

Mais um ano chega ao fim. Como todos os anos, 2015 começou cheio de promessas e expectativas, algumas concretizadas, outras não. Diversas surpresas vieram, boas e ruins, marcando este que foi um ano de início de mudanças, em cujos últimos dias uma esperança surgiu para frear a degradação do planeta.

Reveillon

2015 foi um ano de descobertas na natureza. Diversas espécies de plantas e animais foram descritas pela primeira vez, como o peixe das cavernas e a patativa-tropeira, e infelizmente outras foram extintas. O calor e a seca foram sentidos por todos, sem falar das fortes tempestades e outras manifestações incomuns do clima, afetando milhares de pessoas em todo o mundo.

A cada dia mais pessoas sentem os efeitos que a degradação do meio ambiente traz. O golpe final, onde ficou claro nossa dependência da natureza, veio com o desastre em Mariana, no início de novembro. A poluição do rio Doce afetou pessoas em várias cidades, deixando-as sem água potável. Outras tantas perderam tudo no distrito de Bento Rodrigues, sem falar nos outros seres vivos mortos pela lama e pela contaminação dos metais presentes nela.

O cenário é desesperador. Necessitamos da natureza para viver na Terra, mas a agredimos diariamente. As toneladas de lixo lançadas contaminam os ecossistemas, revertendo em más condições que nós experimentaremos. Vivemos num mundo cíclico, tudo o que ocorre nele voltará para a humanidade, seja ações más ou ações boas.

E falando em boas ações, dezembro começou com esperança de que algo realmente mude. A 21ª Conferência sobre Mudança Climática (COP 21) começou cheia de expectativas de que finalmente algo fosse decidido e posto em prática concretamente; afinal nas últimas conferências só houveram promessas distantes.

Ao fim das discussões e plenárias, foi firmado um acordo global para a redução da temperatura da Terra. Um dos objetivos desse acordo é manter o aquecimento global muito abaixo de 2º, buscando ainda esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 ° C acima dos níveis pré-industriais.

Esse acordo é algo histórico, em que finalmente a necessidade de diminuição da temperatura global foi percebida. No entanto, ele não é a solução definitiva. Na COP 21 ficou definido que cada país deverá formular e trabalhar para o cumprimento de suas metas de redução de emissões. Um ponto bastante criticado no acordo é que ele não traz as maneiras de como essas reduções serão feitas, cabendo a cada signatário fazê-lo.

É um acordo global que não determina metas globais. As metas a serem cumpridas serão formuladas por cada país com base em suas realidades. Ainda não é o acordo ideal que todos desejavam, mas, felizmente, é alguma coisa. Depois de anos de discussões e clamor público para que algo seja feito, finalmente algo saiu. Esse acordo dá esperanças para que o futuro seja diferente e que em 2016 sejam definidos os pormenores desse acordo, com metas eficientes a serem cumpridas.

Finalizo esse texto desejando um ótimo 2016 a todos vocês. Que o Ano Novo traga novas e ótimas oportunidades para todos. Que a consciência da obtenção de um mundo melhor se espalhe por todo o mundo, com cada um fazendo algo para deixar a Terra um lugar melhor de se viver. Boas Festas!
Mais um ano que se vai... Mais um ano que se vai... Reviewed by Túlio Lima Botelho on 14:00 Rating: 5

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